Tenho fome de escrever. Minhas idéias um tanto embaraçadas, têm pressa de sair. Puras palavras dispersas querendo virar poesia. Nada de organização. Com palavras apenas torno palpável minha bagunça interior. Uso meus sentidos e tento decifrar-me através de meu espelho, minhas palavras.
E por capricho ou bom gosto, sempre preferi as palavras de difícil digestão.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010

Hoje o calor do sol me veio como uma carícia. Me fez sorrir. Pensei na importância do calor em nossas vidas. O calor derrete o gelo, seca as lágrimas. O calor pode ser forte, eufórico. Pode queimar. O calor modela a alma ao tocar o corpo. O calor fala baixinho em nossos ouvidos, mas sua ausência grita um frio que mata. O calor quer mãos dadas, quer olhar bem quente. Quer suor. O calor é sinal de que a vida está acesa. O calor é um sentido a parte para as coisas incertas. O calor congela e eterniza até o que já se foi, ou o que um dia partirá. O calor dilata o desejo, faz do silêncio uma fala singela e convidativa, voraz. O calor gosta de tudo bem à vontade. Gosta do esforço primeiro, antes do sabor da conquista. O calor faz a gente viver.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Ter a si

É tão doce a busca de si mesmo. Não é obrigação, é gosto. Não é coragem, é justamente o medo. É ir em frente sem querer e depois perceber a força que se teve. Não é se programar, é analisar os programas da forma mais subjetiva e abstrata, de uma forma invisível que nos permite voar e cair. Realidade numa bola de cristal. É se frustrar e talvez depois tentar entender. É querer melhorar sem pressa. É se aceitar. É buscar um respeito que se expandirá além de nossos limites. É charme saber de si. Nunca se sabe de tudo, se quer sempre mais. E se acha mais. Sempre. Algumas horas chegamos até a não querer nada, querer se abandonar. Mas esta união é tão intensa, que o desejo da presença de si mesmo, inconscientemente, vence. Prevalece silenciosamente, até acordarmos e vermos que não ficamos de fato sozinhos. Daí, o vazio que sentimos, sentimos de mãos dadas como tudo o que sabemos e não sabemos de nós mesmos, com tudo que somos e já fomos. Mesmo nas horas que odiamos o conhecimento que temos, buscamos mais. É o vício de se ter por perto, não pra controlar nossas atitudes e reações, mas pra gozar do descontrole de se viver, duplamente, consigo e si mesmo. Viver duas vezes numa vida só. Não procurando razão pra tudo, mas encontrando tudo o que tem uma razão pra ser encontrado.
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