sexta-feira, 30 de outubro de 2009

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As vezes os sonhos fogem de mim. As vezes a corrida da vida me lembra que a vida tem um certeiro e imprevisível fim. Muitas vezes crio álibes pra poder fugir de mim e consumo cada gota de energia, evitando meu ensaiado sim, que aparece tantas vezes pra me lembrar que eu não sou tão forte, que por mais que eu suporte, uma hora meus sentimentos desmoronam, minhas máscaras falham e digo sim outra vez. A vida nos seu quandos, me derruba, depois a própria vida me ajuda a juntar o que resta de mim, quando sou pedaços acordados na noite fria, vivendo de forma parecida a uma insônia. Sem sonhos, todos foram embora pra um passado distante. E o pesadelo é o próprio momento, com personagens confusos, desatentos. E o tempo de uma noite com o cantar de ventos, demora e demora a passar. Não vejo a hora de dormir pra poder sonhar. Os sonhos me escapam e eu tento escapar da vida vazia sem sonhos. Não quero todas as horas do real triste e enfadonho. Quero a leveza, a serenidade, a juventude, até a imaturidade. Quero ver a vida sem fórmulas e sem discursos tão automáticos, quero a vida com menos reflexão, quero enfrentá-la pra fazer com que ela pare de acionar minha razão... mas não, não sei se jogaria fora esse meu jeito contradiçao. Ele me alimenta, me afugenta da monotonia da perfeição.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

. . . hoje

Inquietações assim são tão normais, mas continuam sendo de eficiência manifestada somente depois. Servem siim, servem pra muita coisa, pena é eu só enxergar todo o bem que veio de meus males mais pessoais, depois de sentir com todas as minhas forças esses sentimentos tão inconstantes e até mesmo perturbadores. Me tiram o sono, a força, a paz, o sorriso. Me levam de tudo e de todos, me levam de mim. Presencio um estágio de torpor que não me impede de esconder tudo isso, mais que me impede de esquecer tudo isso. Me lembro a cada minuto da minha batalha interior tão distante das pessoas a minha volta. Me lembro a cada segundo da minha fuga, talvez o que me assuste é que em vez de fugir de meus dilemas mais complexos, fujo das pessoas que não os estão entendendo. Talvez seja medo de que meu mundo particular seja descoberto, talvez medo que ele seja mal interpretado, ou talvez proteção, um certo cuidado com a única coisa que nunca vão me tirar, copiar ou destruir, cuidado com o meu mundo, o jeito que a vida me toca, o meu jeito de conversar com ela, de sentí-la e refletí-la nos meus gestos mais simples. Eu olho pra todos, ouço todas as vozes, tenho cautela, se caso alguém me olhar estarei preparada, se caso alguém me chamar, responderei superficialmente, mas hoje prefiro que ningúem me olhe, que ninguém me chame. Preciso de um lugar aconchegante onde minha palavra seja minha companhia, meus sonhos sejam meu consolo, minhas nostalgias sejam os pensamentos proibidos, minha razão seja a dona do juízo, e meus olhos estejam à vontade para brilharem a obscuridade em quem me encontro hoje. Uma obscuridade que faz parte de mim, tento apagá-la, ignorá-la, mas em vão, eu gosto de ser assim. Tenho também luz dentro de mim, o que me camufla e não me torna alvo neste mundo, mas minha verdadeira lucidez vem de minha escuridão, de onde as esperanças são escassas, os medos são frequentes, mas a minha introspecção me leva a uma superação. Pena que eu só supero, triunfo contraditoriamente, após ficar marcada pelos sentimentos do meu lado treva. Por tudo paga-se um preço. Eu sei que aprenderei com cada momento de luto de minha alma, só não me conformo por não ter controle sobre quando estarei assim. Hoje preciso de um lugar aconchegante, onde minha palavra seja minha companhia, meus sonhos sejam meu consolo, minhas nostalgias sejam os pensamentos proibidos, minha razão seja a dona do juízo, e meus olhos estejam à vontade para brilharem a obscuridade em que me encontro... hoje.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

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Os livros na estante já não tem mais tanta importância do muito que eu li do pouco que eu sei. Nada me resta a não ser a vontade de te encontrar ♪
E de repente me pego pensando de um jeito que eu nunca parei pra pensar. Pensando em alguém que eu sempre pensei, pensando e podendo, podendo e querendo pensar. E de repente eu me pego sorrindo, me pego lembrando, me pego tão apegada às coisas que tenho vivido. E de repente estou embreagada na felicidade que eu tenho tido. Se eu sabia que não estava pronta pra viver tudo isso, hoje já não sei mais, a cada dia que se passa, sendo eu mesma, ganho a sua paz. Gosto das coisas que você me tráz. De repente estou aérea, estou boba, pensativa, bem humorada. De repente sinto falta, nunca não sinto nada. E este estado me invadiu completamente, os meus sonhos, minhas vontades, nossos assuntos mais pendentes, eu te sinto tão perto nesses instantes em que está ausente. Eu sei que trago comigo o medo, e até uma certa covardia, mas sinto que você é o único que pode levar isso embora, e agora estou permitindo que isso aconteça. Estou aqui, embora não mereça. Quero cuidar de quem sempre esteve junto a mim, quero fazer feliz e ser feliz, assim. Me encontro subtamente mergulhada em sentimentos que até então eu fingia incapaz de conhecer, mas tudo isso sempre se resumiu em você.