sexta-feira, 30 de outubro de 2009
..
As vezes os sonhos fogem de mim. As vezes a corrida da vida me lembra que a vida tem um certeiro e imprevisível fim. Muitas vezes crio álibes pra poder fugir de mim e consumo cada gota de energia, evitando meu ensaiado sim, que aparece tantas vezes pra me lembrar que eu não sou tão forte, que por mais que eu suporte, uma hora meus sentimentos desmoronam, minhas máscaras falham e digo sim outra vez. A vida nos seu quandos, me derruba, depois a própria vida me ajuda a juntar o que resta de mim, quando sou pedaços acordados na noite fria, vivendo de forma parecida a uma insônia. Sem sonhos, todos foram embora pra um passado distante. E o pesadelo é o próprio momento, com personagens confusos, desatentos. E o tempo de uma noite com o cantar de ventos, demora e demora a passar. Não vejo a hora de dormir pra poder sonhar. Os sonhos me escapam e eu tento escapar da vida vazia sem sonhos. Não quero todas as horas do real triste e enfadonho. Quero a leveza, a serenidade, a juventude, até a imaturidade. Quero ver a vida sem fórmulas e sem discursos tão automáticos, quero a vida com menos reflexão, quero enfrentá-la pra fazer com que ela pare de acionar minha razão... mas não, não sei se jogaria fora esse meu jeito contradiçao. Ele me alimenta, me afugenta da monotonia da perfeição.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Um comentário:
amei *-*
Postar um comentário