segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Feliz para sempre.

Tanta coisa em que eu acreditei que não é bem assim.
Tantos princípios que eu edifiquei se voltaram contra mim.
Ideais que idealizei pra crer que a vida é um mar de rosas.
Agora tantas más nótícias silenciosas
que anunciam que palavras podem apenas ter beleza,
que realidade é uma proeza se bem escrita.
E a minha educação, serviu para quê?
Aprendi a buscar o que não é pra se ter.
Comecei a enxergar o que não é de se ver.
E aquela história de que a vida sempre é tão bela ?
Não..
Também não...
...
E família não é como a da novela.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Eu falo

De olhos tão complexos
De cabeça raspada
De menino à homem
Do tráfico às peladas
De ideais não convexos
De fome exagerada
De pernas ágeis
De medo escondido
De mágoas frágeis
De pai foragido
De semanas iguais
De aulas matadas
De ídolo bandido
também de cabeça raspada
De mãe que se vendeu
De futuro único e certo
De quem nunca se surpreendeu
De sorrisos espertos
De boca pra fora
De relógios sem horas
De corrida contra o tempo
De contra tempo o agora que ó o mesmo de ontem
De preconceito como o próprio defeito de disseminá-lo
De educação sem nenhuma razão para ajudá-los
De vida sofrida, vida difícil
De histórias omitidas
Sacrifícios.
De olhos complexos
escondendo a ferida
De esperanças mortas
em vidas mal vividas.
De pernas ágeis e tortas
De frequentes corridas.
De talentos reprimidos
De falta de comida.
De vontade que nada vale
De padrões tão combinados
De voz que nada fale
De destinos determinados, encerrados
De soldados desse mundo
De gente que nasceu pra sofrer
De menino à homem
que quando nasce acaba de morrer
E a escolha é fria, é crua
feita por mim e por você.
Agora os meninos/homens da rua,
nunca ... nunca...
puderam escolher.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Com sequência

E na sequência dos fatos, as coisas acabam as mesmas. Eu com meu espaço e minha inconsequência. E na sequência sem rastros, do nada tudo nunca muda. Mudam-se os traços mas não as causas. Rompem-se mais laços, e eu com meu espaço talvez aos poucos menos preenchido. Um espaço cansado de mim e que vive assim, com pouco os outros e muito deles. Um pouco que apesar de eu me esforçar para torná-lo realmente muito, ainda me falta. Um pouco daquilo que na minha vida não se exalta, mas que quando se esgota, feri. Um pouco do que quanto mais eu busco, menos se expeli. Um pouco quem sabe do meu próprio veneno que retoma uma época passada ? O preço de uma, aos olhos desantentos, curta jornada ? E como sequência dos fatos vivo restrospectivamente as consquências de atos (meus e nem tão meus assim).