
Nas minhas contradições me surpreendo. Aprendo. Minhas oscilações, por mais que as vezes sejam negativas, me chamam atenção pra tamanha complexidade do homem. Me divirto. Como podemos concomitantemente ser tanto e tão pouco? Me embaralho e penso, fico estática. Nessa agitada confusão fico estática. Posso ser o que estimo e o que repudio, sem perceber. Posso ser meio termo, equilíbrio. Posso ser silenciosa com o olhar, com palavras suaves, delicadas. Posso falar e falar... palavras, olhares febris, concentrados. Posso fingir e me tornar e quem sabe até apagar. Posso ser quente e fria, flor e pedra, doce e amarga. Posso ser tanto e nada. Tenho a minha vida quase nas mãos. Posso acreditar que sou livre e assim não sê-lo. Quero sensatez e sensibilidade. Escolho essa oscilação para que eu me surpreenda. Irei me perder inúmeras vezes, mas uma busca finita e saciável não ensina, não dá prazer. Posso ficar sem resposta e não enxergar que essa é a resposta, é o querer, o não querer. Posso sentir e pensar, costurar o que vive dentro de mim com pontos fortes porém não definitivos. Quem sabe posso em um dia ver cores e já no outro ver preto e branco ou gritar bem alto pra ninguém ouvir, me calar pra dizer a todos. Sou variação. Mudança. Desordem. Sou um caminhar no escuro, sou a minha vida em vários ângulos. Sou um ser humano que quer se encontrar e se perder. Sou a vontade em carne e alma

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