
Não, não é indiferença. Isso só os ressentidos alcançam. Quero é sentir menos energias. Quero mais concentração, enxergar minha estrada e só. Nem olhar a poeira que ficou para trás. Nem decifrar as miragens que minha imaginação traça sobre o horizonte. Correr de olhos fechados até que minha minha mente se esvazie de tudo que não me pertence. Preciso ser um pouquinho mais egoísta, por uns tempos. Contradições me embaraçam, me elevam e me soterram. Sufoco. Não, que me calar o que! A vida vai me tocar como sempre, eu é que ainda vou perceber menos isso. Vai doer menos, eu sei. Eu espero. Olhos me olham e provocam tanta coisa. Aliás, alguns olhos. Outros são apenas nada pra mim. Enquanto esses alguns, a, esses alguns... me fazem realizar meu sonho de infância de atuar. Sou atriz da minha vida. Lembrei daquela história de 'seja protagonista da sua vida, não fique na platéia', coisas desse tipo. Mas não falo disso, desse clichê. Porquê sinceramente, foda-se se a vida é um teatro ou um filme de hollywood. O fato é que ela é uma só e assunto encerrado. E pra minha vida, minha e tão de tanta gente, insisto nas minhas mudanças. É assim que vivo, sofro e cresço. Caio e luto. Não importa, eu dô meu jeito, tenho cartas na manga. Dobro insistências, passados e medos. Enfrento. Medo? Tenho e tenho muito, quem não tem? Mas não paro. Nunca paro. Sou mesmo esse agito todo e quem me olha nem percebe. As pessoas não sabem ler. Eu quero desaprender um pouco do pouco que sei. Mas não tenho pressa. Enquanto conseguir me manter de pé, relutarei. E se o cansaço vier? ... que vá embora logo.

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