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Se eu não vivesse minha vida fingindo ser poeta, não restaria absolutamente nada em mim, a não ser a vontade de fingir sê-lo. Se eu não sofresse como o poeta, minha vida se tornaria tão sofrida que eu certamente a abandonaria, não... até mesmo pra eu ter força para abandoná-la, eu teria de tentar ser como o poeta. Muitas vezes quando sou um idealizador, não crio flores, não! Idealizo a dor. Uma dor ardente e tão necessária, imprudente, avassaladora. Uma dor bonita, fugaz ou em quandos permanentes! Uma dor que esconde um sorriso, que é escondida por um olhar, uma dor que está na estrela que passa e que não volta, nunca volta, mas deixa marcado o segundo em que passou! Escolho uma vida fingida, não ignoro os devaneios, eu até os crio! Fica claro em minhas palavras, fica agitado em meu coração, eu não suporto o tédio, eu não suporto não ter nada pra não suportar! Quero o dinâmico, o envolvente! Nasci pra nunca parar...
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
sábado, 5 de dezembro de 2009
É, e de súbito eu não controlo mais nada, nem o meu paradigma sobre a arte de controlar. Eu não controlo o que sou, o que posso ser, não controlo meus sentimentos, reações, não controlo minhas opiniões, elas surgem... modelam-se... me escapam, retornam, agem sozinhas, e depois sem pedir permissão, habitam em mim. De repente eu estou vivendo com metafísica a menos e com naturalidade a mais. E a falta de sentido chegou até em horas a me abandonar. E o que eu achava que era, agora vejo que nem sempre é. E o que eu não admitia, chega até a me convencer. Perco minha vontade de respeitar as leis dessa selva, onde ninguém se salva. Perco cada vez mais a disposição para ser quem querem que eu seja, ou o que eu idealizo de mim. Meus instintos, não, não são automáticos! Meus preceitos não tão burocráticos! Não sou uma máquina de repetição. Nâo sou um anteparo de reflexão. Não sou o que já fui, nem o que eu serei! Sou a vida que levo com esse pseudocontrole no qual me fizeram acreditar, e eu quis, porque acreditando é mais fácil, é mais confortante. Tenho jogado fora verdades que nunca existiram. Tenho persistido a uma vida que se exime de tão bela e se retrai de tão audaciosa. Vida esta, que abriga homens que de tanto se julgarem belos e audaciosos, não conhecem a audácia do belo quando na simplicidade surge a chance de se ser um pouco feliz. A mudança pode afiar nossos sentidos, precisamos destruir nossas resistentes e restritivas barreiras!
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(escrito numa viagem de ônibus às 9:00 am )
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Quando nada é da minha conta e eu invento coisas pra pensar... quando não satisfeita com o que recebo, tento me justificar. Se tudo fosse tão exato, será que não seria bom? Se toda música que eu cantasse, tivesse o mesmo tom... talvez na persistência me entenderiam. Mas aí minha intolerância comigo seria demais. Mas eu já vejo a mesma história todo dia, então quer saber ? Tanto faz.
Quando nada é da minha conta e eu invento coisas pra pensar... quando não satisfeita com o que recebo, tento me justificar. Se tudo fosse tão exato, será que não seria bom? Se toda música que eu cantasse, tivesse o mesmo tom... talvez na persistência me entenderiam. Mas aí minha intolerância comigo seria demais. Mas eu já vejo a mesma história todo dia, então quer saber ? Tanto faz.
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