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Se eu não vivesse minha vida fingindo ser poeta, não restaria absolutamente nada em mim, a não ser a vontade de fingir sê-lo. Se eu não sofresse como o poeta, minha vida se tornaria tão sofrida que eu certamente a abandonaria, não... até mesmo pra eu ter força para abandoná-la, eu teria de tentar ser como o poeta. Muitas vezes quando sou um idealizador, não crio flores, não! Idealizo a dor. Uma dor ardente e tão necessária, imprudente, avassaladora. Uma dor bonita, fugaz ou em quandos permanentes! Uma dor que esconde um sorriso, que é escondida por um olhar, uma dor que está na estrela que passa e que não volta, nunca volta, mas deixa marcado o segundo em que passou! Escolho uma vida fingida, não ignoro os devaneios, eu até os crio! Fica claro em minhas palavras, fica agitado em meu coração, eu não suporto o tédio, eu não suporto não ter nada pra não suportar! Quero o dinâmico, o envolvente! Nasci pra nunca parar...
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
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